O Início de Um Sonho

E NÃO VAI DAR ERRADO

Olá rapazes e raposas, como cês tão, cês tão bem? Eu to nervosa.

Antes de tudo, eu espero do fundo do meu coração que você goste muito de ler, porque eu escrevo demais. Sem mais enrolação, vamos ao post /o/

    QUE SAUDADES de escrever essas palavrinhas, fazem bem uns 7 anos que eu abandonei esse mundinho dos blogues e foi um intervalo de tempo bem chatinho na minha vida, porque eu sempre amei muito essa ideia de escrever para um público. Então primeiramente gostaria de agradecer à todos os amigos que pilharam na ideia que tive de escrever esse blog sobre as minhas artes, vocês são todos muito especiais para mim 🖤

    Sei que a maioria já sabe a proposta porque falei sobre ela no Instagram há um bom tempo, mas vou passar por cima de novo por motivos de registo e futuros leitores que ainda não me conheciam na época (estou sonhando alto, sim).

    Quem produz qualquer tipo de conteúdo sabe que a maior dificuldade talvez não seja nem como executar a ideia que se teve, mas sim como passar pelo processo criativo dela, a etapa mais crucial na criação de qualquer coisa. Gosto de pensar nas ideias como a faísca de uma grande chama, sozinha não faz muita diferença, mas com o estímulo certo ela pode iluminar tudo ao seu redor.

    No meu curso da faculdade uma frase muito repetida era aquela famosa "nada se cria, tudo se transforma". Sim, "transforma", e não "copia", como eu gostava de falar na época da escola em que imprimia um trabalho da internet e assinava com meu nome (mentira, eu nunca fiz isso HAUSHAU). A verdade que precisa ser dita tanto para quem consome arte quanto para quem cria arte (eu mesma acredito que todo mundo é um artista de certa forma, mas isso é assunto para outra hora) é que NADA, absolutamente NADA vem do zero. Somos pessoas inseridas num contexto cultural, geralmente rico se bem explorado, com nossos próprios gostos pessoais e hoje em dia com uma coisa que muda a vida de todo mundo, a internet, que nos permite conhecer mais do que seria possível apenas no nosso ambiente físico do dia-a-dia.

    A própria arte, ao meu ver, é uma forma de representar o mundo, e o mundo tá aí, existindo, nenhum de nós criou ele do zero. Antes de tudo, arte é observação. Parece muito clichê e óbvio tudo isso, mas o ponto que eu quero chegar é justamente esse: pessoas são feitas de referências, como são também os artistas. Meu maior objetivo desse blog é desmistificar que desenhistas são humanos escolhidos por alguma entidade mágica para serem donos de um talento nato e blá blá blá. Isso vale para mim também, enquanto espectadora de outros artistas que sigo e admiro. A gente olha um desenho bem feito e fica chocado em como a pessoa parece fazer aquilo com tamanha naturalidade como respirar ou piscar os olhos, mas o que vemos ali não é somente um desenho bem trabalhado, com técnicas sobrenaturais e dom divino, o que vemos é fruto de muito esforço, estudo, e frustrações. E a gente precisa parar de ignorar essa trajetória do artista, por respeito à ele, e por respeito a nós mesmos também.

    A ideia principal do blog é mostrar um pouquinho do meu processo criativo. O que me motivou a criar algum desenho, quais referências eu usei, fotos que precisei tirar para entender como funcionava a anatomia, tutoriais que catei na internet de última hora, erros e acertos, desistências e insistências, rascunhos, rabiscos, tudo. Desabafos, curiosidades, dicas, ajudas, qualquer coisa relacionada a arte que me der na telha, hehe. Quero mostrar o caminho tortuoso que a gente que desenha enfrenta, desde as inseguranças até o orgulho de ver aquela obra finalizada. E também a raivinha na hora que a gente percebe que esquecemos um detalhe importante mas agora já era haha. E não só isso, quero deixar registrada a minha evolução também, porque a única pessoa que eu devo me comparar quanto à qualidade do meu trabalho sou eu mesma, e eu quero que sempre que eu olhar para trás que eu perceba que o que eu faço hoje está melhor por conta do esforço que estou tendo.

    Não sinto que sou uma artista intuitiva, é verdade, sou a louca das técnicas. Nas aulas de artes da escola eu amava os renascentistas e queria quebrar a cara de qualquer um que dissesse que Marcel Duchamp era bom (hoje em dia eu acho genial, mas nos meus 22 anos é claro, estou falando de uma Robertinha de 12). Depois de velha eu finalmente desencanei de que arte é só técnica, mas isso só na ideologia, porque na hora de botar a mão na massa ainda é o que eu prefiro. Quero explorar outras coisas é claro, deixar de desenhar somente personagens e me arriscar em cenários e outros seres, mas não pretendo abandonar essa preferência que eu tenho pelos detalhes da técnica. De certa forma também dá pra ser poética com ela também principalmente o sofrimento que é aprender tudo, misericórdia.

    Sei que desenho bem, mas tenho minhas inseguranças como qualquer outro artista. Tenho medo de nunca ser tão boa quanto o desenhista mais incrível que eu admiro, ou não conseguir sucesso com a arte. Tenho medo de ficar estagnada, de nunca ver meu trabalho ser reconhecido da forma que eu espero. Mas principalmente, eu morro de medo de desistir e chegar no futuro arrependida por não ter tentado.

    De novo, obrigada por me acompanharem nessa caminhada, vou me esforçar para fazer isso aqui dar certo! Se tiverem sugestões de algo que queiram ver por aqui eu vou amar demais, antes de esse blog ser o meu cantinho, ele é nosso. Espero poder ensinar algo, mas também quero aprender com vocês!

Até breve 🖤

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